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Valor do metro quadrado em 2026 por estado

O custo médio do metro quadrado no Brasil e em cada estado pelo SINAPI de setembro de 2026, o que é o CUB, como ajustá-lo e como usar o m² de referência para conferir o custo realizado da sua obra.

20 de outubro de 2026Irone24 min de leitura
Valor do metro quadrado em 2026 por estado
Custos e Orçamento · SINAPI e CUB

O valor médio do metro quadrado da construção no Brasil é de R$ 1.999,73, segundo o SINAPI de setembro de 2026 com desoneração da folha de pagamento, divulgado pelo IBGE em 9 de outubro de 2026. Desse total, R$ 1.127,17 são de material e R$ 872,56 de mão de obra. O CUB, calculado pelos Sinduscons de cada estado, é a outra referência, e as duas respondem a perguntas diferentes.

Este texto traz os valores do SINAPI por região e por estado, explica o CUB e mostra como ajustá-lo. Para quem já está tocando a obra, mostra também como usar o m² de referência para descobrir cedo se o custo realizado está fora do esperado. Se você precisa de um número para a construção que vai orçar, o metro quadrado de referência é o ponto de partida. Para montar orçamentos que o cliente entenda, ele é também o argumento mais fácil de explicar.

Custo médio do metro quadrado por região pelo SINAPI de setembro de 2026

Atualizado em , com o SINAPI de setembro de 2026.

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Qual é o valor do metro quadrado da construção em 2026?

Em setembro de 2026, o custo médio do metro quadrado no Brasil pelo SINAPI com desoneração é de R$ 1.999,73. Entre os estados, o valor vai de R$ 1.776,31 em Sergipe a R$ 2.317,08 no Acre (SINAPI/IBGE, setembro de 2026). O CUB, por sua vez, tem um valor próprio para cada estado e para cada padrão de acabamento, e é tratado mais adiante.

Não existe "o" valor do metro quadrado, existe o valor de uma referência, em um mês, para um local. O preço real da sua obra se afasta da média por quatro motivos principais.

  • Região. Material e mão de obra custam diferente de um estado para outro, como a tabela mais abaixo mostra.
  • Padrão de acabamento. Uma obra de acabamento simples e uma de alto padrão não cabem na mesma média.
  • Logística. Distância da obra até o fornecedor e dificuldade de acesso encarecem o material que chega ao canteiro.
  • Momento do mercado. Em época de muita obra, mão de obra e insumos sobem acima da média.

O que é o SINAPI e o que entra no custo do metro quadrado?

O SINAPI (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil) é o sistema do IBGE e da Caixa que pesquisa os preços de insumos e mão de obra da construção e publica, todo mês, o custo médio do metro quadrado por local.

Esse custo soma material e mão de obra da execução da obra. Fica de fora, entre outros itens, o terreno, os projetos, as taxas, a administração da obra, os equipamentos e as instalações provisórias. A lista completa está na página de conceitos e métodos do IBGE, e vale conferi-la antes de comparar o SINAPI com qualquer outro número.

Na prática, isso significa que o valor do SINAPI é um piso de partida para a conta do empreendimento, e não o total que o cliente vai desembolsar.

Para obras e serviços de engenharia com recursos da União, o SINAPI é a referência oficial de custo (art. 3º do Decreto 7.983/2013), exceto as obras de infraestrutura de transporte, que usam o SICRO (art. 4º). Por isso é o número que o orçamentista de licitação já conhece.

Quanto custa o metro quadrado pelo SINAPI em setembro de 2026?

Pelo SINAPI de setembro de 2026, com desoneração da folha de pagamento, o custo médio nacional do metro quadrado é de R$ 1.999,73, dividido em R$ 1.127,17 de material (56,4%) e R$ 872,56 de mão de obra (43,6%). O SINAPI publica também a versão sem desoneração, que em setembro de 2026 chega a R$ 2.105,86 no Brasil, cerca de 5,3% a mais (caderno do SINAPI de setembro de 2026). Os valores das tabelas deste texto são todos com desoneração. Confira no edital ou no contrato qual dos dois se aplica à sua obra.

A variação em relação ao mês anterior foi de 0,30%, a mesma que o IBGE destacou na divulgação de 9 de outubro de 2026. No acumulado de 2026, até setembro, o custo subiu 5,72%, e em 12 meses a alta é de 6,81% (IBGE, SIDRA, tabela 2296).

Esses números são uma média ponderada de projetos residenciais de padrão normal e servem como régua. Obras com acabamento muito acima da média pedem uma referência própria, como a do valor do metro quadrado em obras de alto padrão.

Qual é o valor do metro quadrado por região e por estado?

O metro quadrado é mais caro no Sul (R$ 2.131,64) e mais barato no Nordeste (R$ 1.877,26), uma diferença de cerca de 13,6% entre as duas regiões. Entre estados, o Acre tem o valor mais alto (R$ 2.317,08) e Sergipe o mais baixo (R$ 1.776,31), uma diferença de cerca de 30% (SINAPI/IBGE com desoneração, setembro de 2026).

Custo médio do m² por região, SINAPI com desoneração, setembro de 2026. Fonte: IBGE, SIDRA tabela 2296. Mês, ano e 12 meses são variações percentuais do custo total.
RegiãoTotalMaterialMão de obraMêsAno12 meses
BrasilR$ 1.999,73R$ 1.127,17R$ 872,560,30%5,72%6,81%
NorteR$ 2.047,95R$ 1.234,78R$ 813,170,16%5,37%6,62%
NordesteR$ 1.877,26R$ 1.109,01R$ 768,250,32%6,87%7,62%
SudesteR$ 2.032,87R$ 1.093,22R$ 939,650,14%4,64%6,18%
SulR$ 2.131,64R$ 1.138,59R$ 993,050,07%5,47%6,14%
Centro-OesteR$ 2.052,94R$ 1.207,83R$ 845,111,34%7,35%8,14%
Custo médio do m² por estado, SINAPI com desoneração, setembro de 2026. Fonte: IBGE, SIDRA tabela 2296. A coluna 12 meses é a variação percentual do custo total.
EstadoTotalMaterialMão de obra12 meses
RondôniaR$ 2.192,56R$ 1.304,50R$ 888,066,01%
AcreR$ 2.317,08R$ 1.403,01R$ 914,079,02%
AmazonasR$ 2.000,96R$ 1.130,17R$ 870,796,09%
RoraimaR$ 2.150,40R$ 1.249,26R$ 901,145,68%
ParáR$ 1.995,72R$ 1.241,12R$ 754,606,45%
AmapáR$ 2.031,43R$ 1.261,14R$ 770,296,43%
TocantinsR$ 2.073,48R$ 1.277,87R$ 795,618,29%
MaranhãoR$ 1.974,63R$ 1.202,92R$ 771,718,97%
PiauíR$ 1.877,32R$ 1.125,03R$ 752,296,55%
CearáR$ 1.885,79R$ 1.136,47R$ 749,326,43%
Rio Grande do NorteR$ 1.870,25R$ 1.134,45R$ 735,807,19%
ParaíbaR$ 1.928,77R$ 1.109,60R$ 819,176,10%
PernambucoR$ 1.796,82R$ 1.046,81R$ 750,017,45%
AlagoasR$ 1.844,15R$ 1.104,36R$ 739,797,53%
SergipeR$ 1.776,31R$ 1.034,77R$ 741,546,82%
BahiaR$ 1.877,90R$ 1.084,53R$ 793,378,40%
Minas GeraisR$ 1.866,17R$ 1.057,59R$ 808,586,72%
Espírito SantoR$ 1.805,09R$ 1.010,04R$ 795,056,57%
Rio de JaneiroR$ 2.177,76R$ 1.124,30R$ 1.053,465,77%
São PauloR$ 2.093,45R$ 1.108,89R$ 984,566,02%
ParanáR$ 2.161,79R$ 1.131,58R$ 1.030,216,71%
Santa CatarinaR$ 2.251,60R$ 1.148,33R$ 1.103,276,30%
Rio Grande do SulR$ 1.965,41R$ 1.140,96R$ 824,454,82%
Mato Grosso do SulR$ 1.943,03R$ 1.126,99R$ 816,046,91%
Mato GrossoR$ 2.137,17R$ 1.267,83R$ 869,347,70%
GoiásR$ 2.023,62R$ 1.169,93R$ 853,6910,14%
Distrito FederalR$ 2.056,50R$ 1.235,88R$ 820,626,91%

O que a tabela mostra, em quatro pontos.

  • A mão de obra pesa mais no Sul e no Sudeste. No Sul ela representa 46,6% do custo do m². No Norte, 39,7%. Santa Catarina tem a mão de obra mais cara (R$ 1.103,27) e o Rio Grande do Norte a mais barata (R$ 735,80).
  • O material pesa mais no Norte. O Acre tem o material mais caro (R$ 1.403,01) e o Espírito Santo o mais barato (R$ 1.010,04).
  • A alta em 12 meses não é igual em todo lugar. Goiás lidera, com 10,14%, e o Rio Grande do Sul tem a menor, com 4,82%. Se a sua proposta é de seis meses atrás, o número usado nela já está defasado.
  • O mês de setembro teve pontos fora da curva. Mato Grosso subiu 3,34% e Alagoas 1,84% no mês, contra 0,30% da média nacional.

Se a sua obra é no Sudeste, onde a mão de obra é cerca de 46% do custo, uma diferença de salário de equipe mexe mais no resultado do que uma diferença de preço de cimento.

Para olhar o componente da mão de obra com mais detalhe, vale ver quanto custa a mão de obra de pedreiro.

Como o custo do metro quadrado evoluiu de dezembro de 2025 a setembro de 2026?

O custo médio do m² no Brasil subiu 5,72% de dezembro de 2025 a setembro de 2026, de R$ 1.891,63 para R$ 1.999,73. Nesse período a mão de obra subiu 7,31% e o material, 4,54% (SINAPI/IBGE, SIDRA, tabela 2296).

A série abaixo mostra mês a mês o custo total, o de material, o de mão de obra e a variação do mês.

Custo médio do m² no Brasil, SINAPI com desoneração, dezembro de 2025 a setembro de 2026. Fonte: IBGE, SIDRA tabela 2296. O IBGE calcula as variações pelo número-índice, por isso elas podem diferir em 0,01 ponto percentual da conta feita em reais. Acumulados divulgados pelo IBGE.
MêsTotalMaterialMão de obraVar. no mês
Dezembro de 2025R$ 1.891,63R$ 1.078,39R$ 813,240,51%
Janeiro de 2026R$ 1.920,74R$ 1.081,31R$ 839,431,54%
Fevereiro de 2026R$ 1.925,08R$ 1.085,16R$ 839,920,23%
Março de 2026R$ 1.932,27R$ 1.089,78R$ 842,490,37%
Abril de 2026R$ 1.946,09R$ 1.098,80R$ 847,290,72%
Maio de 2026R$ 1.953,08R$ 1.104,59R$ 848,490,36%
Junho de 2026R$ 1.976,37R$ 1.114,74R$ 861,631,19%
Julho de 2026R$ 1.985,10R$ 1.120,13R$ 864,970,44%
Agosto de 2026R$ 1.993,76R$ 1.124,06R$ 869,700,44%
Setembro de 2026R$ 1.999,73R$ 1.127,17R$ 872,560,30%
Acumulado, dez/2025 a set/20265,72%4,54%7,31%não se aplica

Quem puxou a alta foi a mão de obra. Ela responde por 43,6% do custo do m², mas ficou com R$ 59,32 dos R$ 108,10 de aumento do período, ou 54,9%. E ela sobe em degraus. Em janeiro, a mão de obra subiu 3,22% (de R$ 813,24 para R$ 839,43). Segundo o fascículo do IBGE de janeiro de 2026, a alta veio da reoneração da folha de pagamento do setor (Lei 14.973/2024, com alíquota de 10%) e, em alguns estados, do reajuste do salário mínimo, de 6,79%. Em junho, subiu 1,55% (de R$ 848,49 para R$ 861,63), por acordos coletivos firmados em vários estados, conforme o caderno do IBGE de junho de 2026. Os dois saltos somam R$ 39,33, cerca de dois terços de toda a alta da mão de obra no período. Nos outros meses ela andou devagar.

Na prática, quem fecha empreitada por preço fixo deve olhar se o contrato foi assinado antes ou depois desses degraus, porque a mão de obra pode ter subido por mudança na lei ou por acordo coletivo no meio do caminho. E olhar a série inteira, e não só o último mês, evita corrigir uma proposta pelo número de um mês e esquecer que o custo vem andando desde janeiro.

O que é o CUB e como ele é calculado?

O CUB (Custo Unitário Básico da Construção) é o indicador que os Sinduscons de cada estado calculam todo mês, com base em projetos-padrão definidos pela ABNT NBR 12.721:2006, para estimar o custo do metro quadrado de uma edificação.

Os projetos-padrão cobrem residências, prédios de apartamentos e edifícios comerciais, em três níveis de acabamento, baixo, normal e alto. O resultado é um valor por estado, por tipo de projeto e por padrão. O mais usado em residência é o R1-N, de residência unifamiliar de padrão normal.

No cálculo entram o preço dos materiais, a mão de obra, as despesas administrativas e os equipamentos. Quem divulga o valor é o Sinduscon de cada estado (o de São Paulo é um exemplo), e o valor é atualizado todo mês.

O CUB é uma estimativa. Ele não inclui, entre outros itens, o terreno, as fundações, os elevadores, os projetos, os impostos e as taxas, nem a remuneração do construtor e do incorporador. Usar o CUB cru como preço de venda é erro frequente, e é por isso que ele precisa de ajustes.

Como ajustar o CUB para chegar ao custo da obra?

Para sair do CUB e chegar ao custo da obra, a regra prática é somar cerca de 5% para as fundações, que o CUB não inclui e que mudam conforme o solo, cerca de 7% para projetos, taxas e burocracia, aplicar um BDI em torno de 30% e, por fim, somar o terreno. São percentuais de partida para estimativa rápida, não regra, e devem ser confirmados com o histórico da sua empresa.

O BDI é o percentual que cobre custos indiretos, impostos, administração e lucro. Os 30% são uma ordem de grandeza comum, mas o BDI de uma proposta real é calculado para aquela obra e aquele contrato.

Exemplo de cálculo, com valor hipotético

Considere uma casa de 100 m² e um valor base de R$ 2.000,00 por m². Esse valor é só para fazer a conta, não é o CUB de nenhum estado.

Ajustes sobre um valor base hipotético de R$ 2.000,00 por m², numa casa de 100 m².
ItemCálculoValor
Custo base100 m² × R$ 2.000,00R$ 200.000,00
Fundações5% de R$ 200.000,00R$ 10.000,00
Projetos e taxas7% de R$ 200.000,00R$ 14.000,00
Subtotalsoma dos trêsR$ 224.000,00
BDI30% de R$ 224.000,00R$ 67.200,00
Total, sem terrenosubtotal mais BDIR$ 291.200,00
Por m²R$ 291.200,00 ÷ 100 m²R$ 2.912,00

O valor final por m² ficou 45,6% acima do valor base. É isso que a conta mostra, e a razão de nunca passar ao cliente o CUB sem os ajustes. O terreno é somado depois.

Qual é o CUB por estado no último mês divulgado?

Os valores abaixo são do CUB R1-N (residência unifamiliar, padrão normal), como divulgado na tabela principal de cada Sinduscon, no último mês publicado. Dos 13 estados da tabela, nove já tinham o valor de setembro de 2026 e quatro ainda estavam em agosto de 2026 na data do levantamento. Por isso a tabela traz uma coluna de mês, e os valores de meses diferentes não devem ser comparados entre si sem essa ressalva.

CUB R1-N por estado, último mês divulgado (setembro ou agosto de 2026). Fonte: Sinduscons estaduais, tabelas oficiais, levantamento de 14 de outubro de 2026.
EstadoSindusconMêsR1-N (R$/m²)
São PauloSinduscon-SPSetembro de 2026R$ 2.690,33
Rio de JaneiroSinduscon-RioSetembro de 2026R$ 2.990,86
Rio Grande do SulSinduscon-RSSetembro de 2026R$ 3.452,09
Espírito SantoSinduscon-ESSetembro de 2026R$ 3.479,99
GoiásSinduscon-GOSetembro de 2026R$ 2.795,37
BahiaSinduscon-BASetembro de 2026R$ 2.734,31
CearáSinduscon-CESetembro de 2026R$ 2.971,06
SergipeSinduscon-SESetembro de 2026R$ 2.382,27
RondôniaSinduscon-ROSetembro de 2026R$ 2.728,06
Distrito FederalSinduscon-DFAgosto de 2026R$ 2.940,10
Mato Grosso do SulSinduscon-MSAgosto de 2026R$ 2.175,07
ParaíbaSinduscon-JPAgosto de 2026R$ 2.037,27
AmazonasSinduscon-AMAgosto de 2026R$ 3.742,05

Os demais estados não aparecem porque não divulgam o R1-N em página aberta. Em alguns, a tabela só abre por formulário ou cadastro. Em outros, o site publica apenas o projeto R8-N, ou estava fora do ar na data do levantamento. Para esses estados, o caminho é a página de CUB por estado do cub.org.br ou o site do Sinduscon local.

Entre os nove estados de setembro de 2026, o R1-N vai de R$ 2.382,27 em Sergipe a R$ 3.479,99 no Espírito Santo.

Para ver o quanto as duas referências diferem, compare São Paulo. Em setembro de 2026 o CUB R1-N é de R$ 2.690,33 por m², no valor sem desoneração (o Sinduscon-SP divulga as duas versões). O SINAPI de São Paulo, também sem desoneração, é de R$ 2.213,50 (caderno do SINAPI de setembro de 2026, IBGE), e com isso o CUB fica cerca de 21,5% acima. Essa diferença vem de projetos, padrões e metodologias diferentes, e por isso o mesmo orçamento não deve misturar os dois números. O valor de R$ 2.093,45 da tabela anterior é o de São Paulo com desoneração.

Lembre que o CUB de um mês só vale para aquele mês. Se você for usá-lo em proposta, confira se já saiu o do mês seguinte.

Qual é a diferença entre o SINAPI e o CUB?

O SINAPI é uma pesquisa de preços do IBGE e da Caixa que dá o custo médio do metro quadrado por local, com valor de referência também para obra pública. O CUB é calculado pelos Sinduscons sobre projetos-padrão da NBR 12.721, em três níveis de acabamento. Os dois estimam o valor do metro quadrado, com metodologias diferentes.

Comparação entre SINAPI e CUB.
CritérioSINAPICUB
Quem calculaIBGE e CaixaSinduscon de cada estado
BasePesquisa de preços de insumos e mão de obraProjetos-padrão da NBR 12.721
Padrão de acabamentoMédia ponderada de projetos residenciais de padrão normalBaixo, normal e alto
FrequênciaMensalMensal
Uso mais comumReferência de custo, inclusive obra públicaEstimativa de obra privada e de incorporação
O que fica de foraTerreno, projetos, taxas, administração da obra, equipamentos, instalações provisórias, entre outrosTerreno, fundações, elevadores, projetos, impostos e taxas e a remuneração do construtor e do incorporador, entre outros

Na dúvida sobre qual usar, a regra é simples. Para obra pública e para conferir material e mão de obra da execução, use o SINAPI. Para estimar obra privada num padrão de acabamento definido, use o CUB do seu estado. Nada impede de usar os dois e comparar.

Como usar o valor do metro quadrado para conferir o custo da sua obra?

Divida o que a obra já gastou em material e mão de obra pela área construída e compare com o m² do SINAPI do seu estado, separando os dois componentes. A diferença não diz que a obra está errada, diz onde olhar primeiro.

Quem toca a obra costuma descobrir o desvio tarde, quando o total já estourou. O m² de referência é um sinal de alerta barato, porque dá para calcular com dois números que você já tem. Este é o passo a passo.

  1. Some só material e mão de obra da execução. Tire terreno, projetos, taxas, administração da obra, equipamentos e instalações provisórias, que o SINAPI não inclui. Se houver empreiteiro com material incluso, separe a parte de material da de mão de obra.
  2. Divida pela área construída em m², e não pela área do terreno.
  3. Use o SINAPI do estado e do mês em que a obra foi executada, e não o de hoje.
  4. Separe material e mão de obra, porque o desvio quase sempre mora em um dos dois.
  5. Retire da comparação o que foge do padrão, como fundação especial e elevador.
  6. Trate a diferença como pergunta, não como veredito. Padrão de acabamento e logística explicam parte dela.

Exemplo de cálculo, com obra hipotética

Uma casa de 120 m² em São Paulo, com R$ 268.000,00 gastos em material e mão de obra, sendo R$ 130.000,00 de material e R$ 138.000,00 de mão de obra. A referência é o SINAPI de setembro de 2026 para São Paulo (R$ 2.093,45 no total, R$ 1.108,89 de material e R$ 984,56 de mão de obra).

Realizado de uma obra hipotética de 120 m² comparado ao SINAPI de São Paulo, setembro de 2026.
ItemRealizadoRealizado por m²SINAPI SP, set/2026Diferença
MaterialR$ 130.000,00R$ 1.083,33R$ 1.108,89-2,3%
Mão de obraR$ 138.000,00R$ 1.150,00R$ 984,56+16,8%
TotalR$ 268.000,00R$ 2.233,33R$ 2.093,45+6,7%

Olhando só o total, a obra está 6,7% acima da referência, o que muita gente aceitaria sem perguntar. Separando, o material está abaixo e o problema inteiro está na mão de obra, 16,8% acima. É aí que se investiga se o empreiteiro está acima do mercado, se houve hora extra, retrabalho ou apontamento mal feito.

Para essa conferência funcionar, o custo realizado precisa estar lançado por obra e no mês certo, e o resultado precisa ser lido com receita, custo e margem lado a lado, como num DRE de obra. Quem controla na planilha costuma fazer essa conta só no fim, quando não há mais o que corrigir.

Se o que você precisa agora é orçar a próxima obra antes de fechá-la, o software de orçamento de obras do i9 Orçamentos tem os bancos de preços, entre eles o SINAPI, para montar a proposta.

Conclusão

Conhecer o valor do metro quadrado construído serve para duas coisas, orçar com base e controlar com régua. Em setembro de 2026 o custo médio nacional pelo SINAPI é de R$ 1.999,73 por m², com diferença de cerca de 30% entre o estado mais caro e o mais barato. Antes de usar qualquer valor, confira o mês, o estado e o que está de fora.

Quem quiser se aprofundar nas duas referências pode ler o que é o SINAPI e o que é o CUB.

Perguntas frequentes sobre o valor do metro quadrado

Qual é o valor do metro quadrado da construção no Brasil em 2026?

Pelo SINAPI de setembro de 2026, com desoneração da folha e divulgado pelo IBGE em 9 de outubro de 2026, o custo médio do metro quadrado no Brasil é de R$ 1.999,73, sendo R$ 1.127,17 de material e R$ 872,56 de mão de obra. Sem desoneração, é de R$ 2.105,86. O valor muda por estado, de R$ 1.776,31 em Sergipe a R$ 2.317,08 no Acre, e não inclui terreno, projetos nem taxas.

Qual é a diferença entre SINAPI e CUB?

O SINAPI é calculado pelo IBGE e pela Caixa a partir de pesquisa de preços de insumos e mão de obra, e traz o custo médio do metro quadrado por local. O CUB é calculado todo mês pelos Sinduscons de cada estado, sobre projetos-padrão da NBR 12.721, em três níveis de acabamento. O SINAPI serve de referência de custo, inclusive em obra pública. O CUB é a base de estimativa de obra privada.

O custo do metro quadrado do SINAPI inclui terreno e projetos?

Não. O custo médio do metro quadrado do SINAPI soma material e mão de obra da execução. Ficam de fora o terreno, os projetos, as taxas, a administração da obra, os equipamentos e as instalações provisórias, entre outros itens, cuja lista completa está na metodologia do IBGE. Por isso, para chegar ao custo total do empreendimento, é preciso somar esses itens ao valor do metro quadrado.

Quanto devo acrescentar ao CUB para chegar ao custo total da obra?

Não existe percentual único. Como ponto de partida, uma regra prática usada em estimativas rápidas soma cerca de 5% para as fundações, que o CUB não inclui, cerca de 7% para projetos, taxas e burocracia e, depois, um BDI em torno de 30%, mais o valor do terreno. Os percentuais variam por obra, então confirme com o histórico da sua empresa antes de usar em proposta.

Qual estado tem o metro quadrado mais caro e qual tem o mais barato?

No SINAPI de setembro de 2026, com desoneração, o metro quadrado mais caro está no Acre, com R$ 2.317,08, seguido de Santa Catarina (R$ 2.251,60) e Rondônia (R$ 2.192,56). O mais barato está em Sergipe, com R$ 1.776,31, seguido de Pernambuco (R$ 1.796,82) e Espírito Santo (R$ 1.805,09). A diferença entre o maior e o menor é de cerca de 30%.

Com que frequência o SINAPI e o CUB são atualizados?

Os dois são mensais. O IBGE divulga o custo médio do metro quadrado do SINAPI uma vez por mês, alguns dias depois do fim do mês de referência. A divulgação de setembro de 2026, por exemplo, saiu em 9 de outubro de 2026. O CUB é divulgado todo mês pelo Sinduscon de cada estado, e alguns estados demoram mais que outros. Confira sempre o mês de referência antes de usar o número em proposta ou contrato.

Posso usar o valor do metro quadrado para saber se minha obra está dentro do custo?

Pode, como sinal de alerta e não como veredito. Divida o que a obra gastou em material e mão de obra pela área construída e compare com o m² do SINAPI do seu estado, separando os dois componentes. Se um deles ficar bem acima, vale investigar o motivo. A diferença pode vir de padrão de acabamento, logística ou desperdício, mas também de erro de lançamento.

Elabore orçamentos com mais agilidade

O i9 Obras, que é uma evolução do i9 Orçamentos, é um software para orçamentistas e construtores que reúne orçamento, compras e Financeiro por obra. Para orçar, ele traz a SINAPI e a ORSE (as referências mais usadas no país) e mais 37 tabelas regionais e setoriais, cada uma no calendário do seu próprio órgão. Assim que a edição nova sai, o i9 Obras baixa a lista e disponibiliza no sistema para você gerar o orçamento. Nos primeiros 10 dias você tem acesso completo ao plano Profissional e, depois, sua conta continua gratuitamente no Plano Grátis.

Nos planos pagos, sem custo adicional, você também tem acesso a 39 bases de obras públicas, organizadas por estado. Em todo o país: SINAPI e ORSE. Em São Paulo: SIURB-SP, OBRAS-SP, Educação-SP, CPTM, DER-SP e SABESP. No Rio de Janeiro: EMOP-RJ e SCO-Rio. Em Minas Gerais: SICOR-MG, SUDECAP-BH (Belo Horizonte), URBEL (Belo Horizonte), SETOP/SEINFRA-MG e COPASA. No Paraná: DER-PR, SECID-PR, SMOP (Curitiba) e SANEPAR. Em Goiás: AGETOP rodoviário, AGETOP civil e SANEAGO-GO. No Espírito Santo: DER-ES edificações, DER-ES rodovias e CESAN. Em Santa Catarina: CASAN e SIE-SC. E ainda EMBASA-BA (Bahia), SEINFRA-CE (Ceará), SEDOP-PA (Pará), CAESB-DF (Distrito Federal), NOVACAP (Distrito Federal), COMPESA-PE, CAERN-RN, CAGEPA-PB, AGESUL (Mato Grosso do Sul), DER-RO, CAEMA (Maranhão) e SICRO, a tabela federal de referência para obras rodoviárias.

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