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Tabela de preços DER-RO

A tabela de preços DER-RO é um adendo ao SICRO do DNIT, com composições próprias de Rondônia, sem desoneração. Veja onde baixar a edição de abril de 2026 e como ela se junta ao SICRO no seu orçamento.

13 de outubro de 2026Irone16 min de leitura
Tabela de preços DER-RO
Orçamento de Obras · Licitação Pública

A tabela de preços do DER-RO não é uma tabela completa de serviços rodoviários. É um adendo ao SICRO, a tabela de custos do DNIT que o Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes de Rondônia adota desde 1º de setembro de 2021. A maior parte dos serviços de uma estrada no estado sai do SICRO de Rondônia, e o DER-RO acrescenta composições regionais próprias, como ponte de madeira, aduela, revestimento primário e licenciamento de jazida.

A edição mais recente na consulta de 7 de outubro de 2026 é a de abril de 2026 (ABR/26), com nota técnica assinada em 27 de agosto e publicada no portal do governo em 4 de setembro. Este guia mostra o que o adendo traz, onde baixar e como ele entra no orçamento.

Tabela de preços DER-RO, adendo ao SICRO com composições próprias de obras rodoviárias de Rondônia, edição ABR/26

O que é a tabela de preços do DER-RO

O governo de Rondônia publica o documento com o título Tabela Referencial de Preços Regionais de Obras Rodoviárias. A nota técnica, a Informação nº 16/2026 da Gerência de Orçamento de Obras do DER-RO, explica a lógica. Pela Portaria nº 1661, de 26 de agosto de 2021, o órgão adota as tabelas do SICRO como referência para orçar obras rodoviárias, inclusive obras de arte especiais, e para as licitações. A tabela regional vem "complementando" a que o DNIT divulga.

Na prática, são dois conjuntos de preço que andam juntos. Um é o SICRO de Rondônia, que o DNIT publica. O outro é o adendo do DER-RO, com composições regionais próprias.

O material publicado é de obras rodoviárias. Se a sua obra é de edificação, o assunto é outro, e vale ver a tabela referencial do DER-ES, que tem uma frente dedicada a edificações.

O que o adendo traz

O orçamento sintético da edição ABR/26 tem 45 composições distintas, todas de banco próprio, ou seja, montadas pelo DER-RO. Elas se concentram em quatro frentes.

  • Drenagem e aduelas. Corpo de BSTC e galerias pré-moldadas de concreto armado. O corpo de BSTC de 0,60 m com berço em cascalho sai a R$ 314,45 por metro, e a aduela quadrada de 1,50 x 1,50 m, por peça de 1 m de comprimento, a R$ 3.728,72.
  • Pontes de madeira. Construção pelo projeto tipo do DER e serviços de substituição de peças. A infraestrutura custa R$ 9.189,84 por metro, e a superestrutura, R$ 3.340,37 por metro.
  • Revestimento primário. Execução com material de jazida a R$ 13,68 por metro cúbico, além de recomposição, conformação de plataforma e base de solo estabilizado.
  • Meio ambiente, saúde e licenças. O PGR, que substitui o PPRA e o PCMAT, sai a R$ 5.587,27, e o PCMSO, a R$ 3.346,65. O item de PCA, PRAD e licenciamento ambiental de jazida de cascalho de até 2 hectares custa R$ 16.134,49, e há também os emolumentos da Agência Nacional de Mineração.

Fora dessas frentes ficam itens avulsos, como placa de obra, sonorizador de concreto, relatório de sondagem e remoção de cercas.

Todos esses valores são da edição ABR/26, sem desoneração. As composições analíticas trazem o campo de BDI zerado, porque o BDI entra por fora, como explicado mais adiante. Os preços citados são unitários de referência, e o seu orçamento depende da quantidade, da distância e do edital.

A planilha cita três bancos de apoio, o SINAPI 04/2026 de Rondônia, o SICRO3 04/2026 de Rondônia e o banco da EMBASA 06/2026. As composições usam também insumos próprios do DER-RO, como a madeira de lei serrada para ponte, a R$ 5.066,08 por metro cúbico.

Se você usa o i9 Obras

O i9 Obras tem a base DER-RO nos planos pagos, com referência de abril de 2026, junto do SICRO e do SINAPI. A lista de tabelas de preços publicada pelo i9 Orçamentos, que reúne as 39 bases do sistema, mostra a referência de cada uma. A lista não detalha o conteúdo da base, então confira no sistema a data-base carregada, que deve ser abril de 2026, antes de usá-la numa licitação. Repare que o SICRO e o SINAPI do sistema podem estar numa referência mais nova que a do adendo, que usa as bases de abril de 2026. Num mesmo orçamento, use a data-base que o edital pedir. Se o edital pedir um item que você não encontre lá, baixe o PDF na página oficial e monte o serviço como composição própria de custo unitário, registrando a data-base.

Onde encontrar a tabela do DER-RO hoje

O caminho até o arquivo

Cada edição tem uma publicação própria no portal do governo de Rondônia, na área de Estradas, Transportes e Serviços Públicos. A página da edição ABR/2026 traz a data de publicação e o PDF para download, sem planilha editável.

O arquivo tem 44 páginas. As quatro primeiras são a nota técnica, e o restante traz o orçamento sintético, as composições principais e as composições auxiliares.

Qual é a edição mais recente

Nas edições recentes, a data-base é trimestral, em janeiro, abril, julho e outubro. As últimas são JAN/25, ABR/25, JUL/25, OUT/25, JAN/26 e ABR/26. Na consulta de 7 de outubro de 2026, a edição de julho de 2026 ainda não aparecia no portal.

A publicação demora depois da data-base. A edição de JAN/26 saiu no portal em 10 de abril de 2026, e a de ABR/26, em 4 de setembro. Em licitação, vale a data-base que o edital indica.

Como o adendo entra no seu orçamento

O serviço rodoviário comum você orça com o SICRO de Rondônia, e o que for do adendo, com a composição do DER-RO. A nota técnica define as regras que mudam o cálculo.

BDI, administração local e impostos

A nota não fixa um BDI único. Ela remete aos BDIs de referência do DNIT, calculados para cada tipo de obra pelo capítulo 14 do Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes, de 2017. Os tipos são construção e restauração, conservação, construção de obras de arte especiais e recuperação, reforço e alargamento dessas obras.

Alguns pontos da nota merecem atenção.

  • Administração local fora do BDI. Desde 2019, mobilização e desmobilização, canteiro de obra e administração local entram direto na planilha, calculados para cada orçamento, e não dentro do BDI.
  • ISSQN do município da obra. O imposto usa a alíquota dos municípios da área de influência. A nota cita o limite máximo de 5% adotado pelo DNIT.
  • Despesas financeiras. A nota usa a Selic de 14,00% ao ano, definida pelo Copom em agosto de 2026, no BDI de referência. Em setembro a taxa caiu para 13,75%, então confira qual Selic o BDI de referência do DNIT em uso considera.
  • CPRB em transição. Para obras de infraestrutura, a contribuição sobre a receita bruta tem alíquota cheia de 4,50%. Em 2026, quem opta por ela recolhe 60% dessa alíquota (2,70%) e volta a pagar metade da contribuição patronal sobre a folha. Em 2027, a alíquota cai para 1,80% e a parcela da folha sobe para 75%. A regra está no art. 9º-A da Lei 12.546/2011, incluído pela Lei 14.973/2024.

Material betuminoso e transporte

Para ligantes asfálticos, a nota segue as portarias do DNIT e pede sempre o binômio aquisição mais transporte, com a solução mais vantajosa para o erário. A data-base de cotação da ANP precisa ser a mesma da tabela, ou seja, abril de 2026.

Na aquisição de material betuminoso, vale o BDI ordinário, e não mais o diferenciado, conforme o Ofício-Circular 10161/2025 do DNIT e o Acórdão 2700/2025 do TCU. Para o transporte em estrada mista, a equação tarifária, em reais por tonelada, é RM = 26,939 + 0,253 x D1 + 0,299 x D2 + 0,412 x D3, em que D1, D2 e D3 são as distâncias em pavimento, revestimento primário e leito natural.

Com ou sem desoneração

A tabela regional é publicada sem desoneração, com os 20% de Previdência Social do Grupo A. Para o custo com desoneração, a nota manda inserir nas composições os insumos desonerados do SICRO do DNIT. Não existe uma segunda versão do adendo pronta. A troca é feita por quem orça. Entenda o conceito em preços desonerados e não desonerados.

Erros comuns ao usar a tabela em licitação

  • Achar que o DER-RO é uma tabela completa. O adendo tem 45 composições próprias. A maior parte dos serviços de uma estrada no estado sai do SICRO de Rondônia, e quem baixa só o PDF do DER-RO fica sem eles.
  • Aplicar a tabela sem desoneração onde o edital pede com desoneração. O adendo sai sem desoneração, e a versão com desoneração exige trocar os insumos pelos do SICRO.
  • Pôr a administração local dentro do BDI. Ela, a mobilização e o canteiro vão direto na planilha.
  • Aplicar BDI diferenciado no ligante asfáltico. Na aquisição de material betuminoso vale o BDI ordinário.
  • Cotar asfalto numa data-base e transporte em outra. A data-base da ANP precisa ser a da tabela, e o preço correto é o do binômio aquisição mais transporte.
  • Esquecer a data-base no orçamento. Sem registrar a edição, ninguém refaz a conta numa impugnação ou num aditivo.
  • Confundir tabelas de órgãos com nome parecido. O DER-RO não é o DER de outro estado, e cada um tem a sua metodologia.

Resumo para quem orça rodovia em Rondônia

Quem orça obra rodoviária em Rondônia trabalha com duas fontes, o SICRO de Rondônia e o adendo do DER-RO, e precisa acertar a data-base do edital e a versão com ou sem desoneração. Nos planos pagos do i9 Obras, você orça com o SICRO, o SINAPI e a base DER-RO, e acompanha o custo real de cada obra no mesmo sistema. Veja as bases de preços que o sistema reúne e crie sua conta grátis para conhecer.

Para ir direto à fonte, acesse a publicação da edição ABR/2026 no portal do governo de Rondônia.

Perguntas frequentes sobre a tabela do DER-RO

O que é a tabela de preços do DER-RO?

É um adendo ao SICRO publicado pelo Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes de Rondônia. A edição de abril de 2026 traz 45 composições próprias, como pontes de madeira, aduelas, revestimento primário e licenciamento de jazida, sem desoneração.

Onde baixar a tabela de preços do DER-RO?

No portal do governo de Rondônia, na publicação de cada edição, em PDF. A edição mais recente na consulta de 7 de outubro de 2026 é a de abril de 2026, com nota técnica assinada em 27 de agosto.

O DER-RO tem tabela própria ou usa o SICRO?

Usa o SICRO como base. Desde 1º de setembro de 2021, pela Portaria nº 1661, o órgão adota as tabelas do DNIT e as complementa com o adendo regional. A maior parte dos serviços rodoviários do estado sai do SICRO de Rondônia.

Como fazer o orçamento com desoneração na tabela do DER-RO?

O adendo é publicado sem desoneração. Para o custo com desoneração, a nota técnica manda inserir nas composições os insumos desonerados do SICRO do DNIT. A nota não fixa um BDI único, e remete aos BDIs de referência do DNIT, pelo capítulo 14 do manual.

O i9 Obras tem a tabela do DER-RO?

Tem. Os planos pagos trazem a base DER-RO, com referência de abril de 2026, além do SICRO e do SINAPI. Esses dois podem estar numa referência mais nova que a do DER-RO, então confira no sistema a data-base carregada e use a que o edital pedir. Se o edital pedir um item que não esteja lá, cadastre o insumo ou monte uma composição própria, registrando a data-base.

Elabore orçamentos com mais agilidade

O i9 Obras, que é uma evolução do i9 Orçamentos, é um software especializado para orçamentistas e construtores. Ele traz a SINAPI e a ORSE — as referências mais usadas no país — e mais 37 tabelas regionais e setoriais, cada uma no calendário do seu próprio órgão. Assim que a edição nova sai, o i9 Obras baixa a lista e disponibiliza no sistema para você gerar o orçamento. Nos primeiros 10 dias você tem acesso completo ao plano Profissional — após esse período, sua conta continua gratuitamente no Plano Grátis.

Nos planos pagos, sem custo adicional, você também tem acesso a 39 bases de obras públicas, organizadas por estado. Em todo o país: SINAPI e ORSE. Em São Paulo: SIURB-SP, OBRAS-SP, Educação-SP, CPTM, DER-SP e SABESP. No Rio de Janeiro: EMOP-RJ e SCO-Rio. Em Minas Gerais: SICOR-MG, SUDECAP-BH (Belo Horizonte), URBEL (Belo Horizonte), SETOP/SEINFRA-MG e COPASA. No Paraná: DER-PR, SECID-PR, SMOP (Curitiba) e SANEPAR. Em Goiás: AGETOP rodoviário, AGETOP civil e SANEAGO-GO. No Espírito Santo: DER-ES edificações, DER-ES rodovias e CESAN. Em Santa Catarina: CASAN e SIE-SC. E ainda EMBASA-BA (Bahia), SEINFRA-CE (Ceará), SEDOP-PA (Pará), CAESB-DF (Distrito Federal), NOVACAP (Distrito Federal), COMPESA-PE, CAERN-RN, CAGEPA-PB, AGESUL (Mato Grosso do Sul), DER-RO, CAEMA (Maranhão) e SICRO, a tabela federal de referência para obras rodoviárias.

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