A tabela de preços da AGESUL é o Boletim de Preços de Obra Civil que a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul publica com os preços de serviços de construção civil usados nos orçamentos da própria agência. Na consulta de 7 de outubro de 2026, a edição mais recente é a de junho de 2026, em duas versões, com e sem desoneração, e com preços sem BDI. Este guia mostra onde encontrar o boletim, o que há dentro dele e como ele entra no orçamento de uma obra pública no estado.
O que é a tabela de preços da AGESUL
A tabela de preços da AGESUL é o Boletim de Preços de Obra Civil, uma lista de preços de serviços empregados na construção civil. A página do órgão a descreve como "informações sobre custos de serviços para elaboração de orçamentos para construção de edificações civis" e como um informativo dos preços que a AGESUL aplica quando elabora orçamento de obras civis.
Ou seja, o boletim é de edificações. Rodovias não aparecem na página dele, embora a AGESUL também licite obras rodoviárias. Em obra rodoviária, a referência federal é o SICRO, e o edital diz qual tabela vale para a sua licitação.
O que há dentro do boletim
O cabeçalho do arquivo de junho de 2026 diz "Boletim de preços sem BDI (SINAPI/AGESUL)", e o nome já mostra que a tabela mistura as duas fontes. Cada serviço tem código, descrição, unidade e total. Nas composições próprias da AGESUL, o total vem aberto em material e mão de obra. Nas que vêm do SINAPI, o boletim mostra só o total.
Pela nossa contagem dos códigos, são 1.564 serviços, em 26 capítulos e 70 páginas. Os capítulos vão de canteiro de obras e fundação a pintura e urbanização, passando por estrutura, instalações, pisos, revestimentos, cobertura e esquadrias, e há um capítulo de administração local, com a hora de funções como pedreiro, armador e engenheiro civil já com encargos complementares.
Desses serviços, 527 reproduzem composições do SINAPI, e a descrição traz "SINAPI" seguido do código. O restante é composição própria da AGESUL. Um exemplo real é a placa de obra em chapa galvanizada n. 22, adesivada (código 0101001101), a R$ 547,20 por m² na versão sem desoneração e R$ 543,12 na com desoneração.
A página cita como base os acórdãos do TCU, a Lei 8.666 e as publicações do SINAPI. A Lei 8.666 foi substituída pela Lei 14.133/2021, então trate essa citação como histórica e use o que o edital da sua licitação aponta.
Se você usa o i9 Obras
A base da AGESUL não está entre as bases do i9 Obras. O sistema carrega o SINAPI e o SICRO, e 527 serviços do boletim usam composições do SINAPI. Mesmo assim, se o edital pede a AGESUL, o preço que vale é o do boletim, com a data-base dele. Baixe o PDF na página oficial, lance os preços no seu orçamento e registre a data-base.
Depois que a obra é ganha, o i9 Obras reúne orçamento, financeiro por obra e compras, para você acompanhar o que a obra custa de verdade.
Onde encontrar a tabela da AGESUL hoje
O caminho até o arquivo
Na página inicial do site da AGESUL há um atalho em imagem para a página "Boletim de Preços de Obra Civil", que também abre direto pelo endereço agesul.ms.gov.br/boletim-de-precos-de-obra-civil. A página reúne os arquivos de 2018 a 2026, em ordem de data. Cada edição recente vem em duas versões, com desoneração e sem desoneração.
Em algumas edições a página separa os arquivos por tipo. Junho de 2025, por exemplo, veio em cinco arquivos, com boletim unitário e boletim de serviços nas duas versões e um boletim de composições. Os arquivos são PDF. Planilha em XLSX só aparece na edição de 2018.
Qual é a edição mais recente e com que frequência sai
A edição mais recente é a de junho de 2026, com um arquivo para cada versão. A data-base está no cabeçalho do próprio arquivo. A página não declara uma periodicidade, mas ela mostra o padrão. Em 2018 e 2019 saiu uma edição, em junho, e de 2020 a 2026 saíram duas por ano, uma em janeiro e outra em junho.
Pelo endereço dos arquivos, as edições de junho de 2025, janeiro de 2026 e junho de 2026 foram enviadas ao site em setembro, abril e setembro. Nas três últimas edições, o arquivo apareceu na página cerca de três meses depois da data-base. Em licitação, vale a data-base que o edital indica, não a data em que o arquivo apareceu.
Como a tabela entra no orçamento de uma obra pública em MS
Cada serviço da sua planilha recebe o preço unitário do boletim, e a composição de custo unitário mostra de onde esse preço vem. Antes de lançar, confira três pontos no arquivo e no edital.
O primeiro é a versão, com ou sem desoneração, que o edital pede. A diferença aparece nas leis sociais que o boletim adota para a mão de obra, que são de 115,71% na versão sem desoneração e de 99,56% na com desoneração. O segundo é a data-base, que precisa ser a do edital.
O terceiro é o BDI. Os preços do boletim saem sem BDI nas duas versões, então o BDI entra por fora, uma única vez, seguindo o que o edital estabelece para ele. Esquecer esse passo deixa a proposta abaixo do custo, e aplicá-lo duas vezes pode estourar o valor de referência.
Em obra pública, a tabela estadual raramente está sozinha. Parte do boletim vem de composições do SINAPI, e o edital pode pedir outras fontes para os itens que o boletim não traz. Para obras sem recursos da União, a Lei 14.133 permite que Estados usem outros sistemas de custos adotados por eles, como o da AGESUL. Quando há dinheiro federal, valem as regras federais, e o edital diz quais.
Erros comuns ao usar a tabela em licitação
- Misturar com e sem desoneração. A edição vem nas duas versões, com preços e leis sociais diferentes, e o edital diz qual ele pede.
- Esquecer o BDI. O boletim traz preços sem BDI, e ele precisa entrar por fora, uma única vez, seguindo o que o edital estabelece para ele.
- Usar a edição errada. Janeiro e junho têm preços diferentes. A data-base do edital manda, mesmo que exista edição mais nova na página.
- Confundir data-base com data de aparição. O arquivo entra no site meses depois, e o que vale é a data-base dele.
- Usar o boletim de edificações em obra de rodovia. Ele é de obra civil. Para estrada, siga o que o edital pede, lembrando que a referência federal para rodovia é o SICRO.
- Misturar bases sem registrar a fonte. Quando a planilha mistura AGESUL, SINAPI e cotação, anote a origem e a data-base de cada item, porque é isso que o fiscal pergunta. No boletim, isso inclui saber quais dos serviços são composição do SINAPI e quais são próprios da AGESUL.
Conclusão
Quem orça obra pública em Mato Grosso do Sul precisa acertar a data-base do edital, escolher a versão com ou sem desoneração e lembrar que o BDI entra por fora. A AGESUL é uma das referências, e parte do boletim dela vem do SINAPI. Para comparar outras bases de preço em um só lugar, veja as tabelas de preços do i9 Obras.
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Para ir direto à fonte, acesse a página Boletim de Preços de Obra Civil da AGESUL.



