A tabela de preços do DER-SP, a Tabela de Preços Unitários Unificada (TPU), é a referência oficial de preços unitários usada em orçamento e licitação de obras e serviços rodoviários no estado de São Paulo, publicada a cada três meses.
Este guia mostra o que ela cobre, onde baixar a edição vigente e como ela entra na composição de custo do seu orçamento.
O que é a tabela de preços do DER-SP
O DER-SP (Departamento de Estradas de Rodagem) é o órgão do governo de São Paulo responsável pela malha rodoviária estadual, hoje vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística. Ele publica essa tabela, de uso também pelo Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo (DH), com preços de referência, já com BDI, dos serviços mais usados em orçamento e licitação de obras e serviços na área de transportes do estado. Os grupos de serviço vão de terraplenagem e pavimentação a obras de arte especiais e conservação rodoviária, sem grupo de edificações, com mais de 2,6 mil itens.
Os valores são referências médias de mercado, obtidas a partir de pesquisa de preços de insumos feita por uma instituição de pesquisa econômica vinculada à Universidade de São Paulo. A tabela segue a Lei Federal nº 12.546/2011 e a Lei Federal nº 12.844/2013, sobre desoneração da folha de pagamento, e é publicada em versões com e sem desoneração, cada uma com o próprio BDI.
Se você usa o i9 Obras
O sistema carrega a base de São Paulo em cinco frentes (SIURB-SP, OBRAS-SP, Educação-SP, CPTM e DER-SP), dentro dos planos pagos.
Onde baixar a tabela do DER-SP hoje
A tabela fica na página "Tabelas de Preços Unitários" do site do DER-SP, dentro de Biblioteca, Manuais e Normas, no link "Baixar Arquivos". Ali você escolhe a data-base, a versão desonerada ou não desonerada e a fase, o grupo de serviço que quer consultar.
A tabela é atualizada a cada três meses, e a data-base costuma sair alguns meses depois do trimestre que ela representa. Antes de fechar qualquer proposta, confira no edital qual data-base ele exige e compare com a que você está usando.
Como a tabela entra na composição de custo do seu orçamento
A tabela do DER-SP serve de origem para o preço unitário de cada composição de custo do seu orçamento rodoviário em São Paulo, o mesmo raciocínio de montar composição a partir do SINAPI, só que com a base regional do estado. Um edital que exige a base DER-SP está pedindo, explicitamente, que você não generalize um preço nacional para a realidade paulista.
Erros comuns ao usar a tabela em licitação
- Usar edição vencida. A tabela sai a cada três meses, e reaproveitar uma edição antiga sem checar se já saiu outra é o erro mais comum.
- Confundir data-base com data de publicação. O edital exige a data-base, não a data em que você baixou o arquivo.
- Trocar a versão com desoneração pela versão sem desoneração. São preços diferentes para o mesmo serviço, e o edital sempre diz qual delas ele pede.
- Usar preço do DER-SP fora do escopo dele. A tabela cobre serviços da área de transportes, e aplicar esse preço num item que não é rodoviário, sem checar a composição, distorce o orçamento.
- Não registrar fonte e data-base no orçamento entregue. Editais costumam pedir essa identificação, e deixar de fora é motivo comum de diligência.
- Confundir o DER de um estado com o de outro. A sigla é a mesma, mas a tabela muda. O DER do Espírito Santo, por exemplo, é o Departamento de Edificações e de Rodovias e cobre também edificações, como mostra o guia da tabela do DER-ES (antigo IOPES).



