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Tabela referencial de preços do DER-ES (antigo IOPES)

O IOPES foi extinto em 2019 e a tabela referencial de preços do Espírito Santo passou para o DER-ES. Veja o que mudou, onde encontrar a edição vigente, como a base entra na composição de custo do seu orçamento e os erros mais comuns em licitação.

15 de setembro de 2026Irone16 min de leitura
Tabela referencial de preços do DER-ES (antigo IOPES)
Orçamento de Obras · Licitação Pública

Se você chegou aqui procurando "tabela IOPES", está atrás dela mesma — só que o nome mudou. O IOPES (Instituto de Obras Públicas do Estado do Espírito Santo) foi extinto em 2019. As atribuições, incluindo a própria tabela, passaram para o DER-ES.

Tela do i9 Obras na pesquisa de preços, com a tabela DER-ES Edificações 5/2026 selecionada e itens do banco DER-ES listados com código e descrição
Itens da tabela DER-ES (Edificações) dentro do i9 Obras.

Este guia mostra onde encontrar a edição vigente hoje, como a tabela referencial de preços do DER-ES (antigo IOPES) entra na composição de custo do seu orçamento e os erros mais comuns de quem ainda procura pelo nome antigo.

O que é a tabela referencial de preços do DER-ES

A tabela referencial de preços do DER-ES (antigo IOPES) é uma base de preços unitários e composições de custo, organizada por serviço de engenharia, usada como referência oficial em licitações de obras públicas no Espírito Santo.

Ela cumpre no ES o mesmo papel que o SINAPI cumpre no país inteiro: dar ao órgão público — e a quem concorre com ele — um preço de referência para cada item do orçamento, da escavação ao revestimento, de rodovia a edificação.

Existem duas frentes publicadas separadamente: a tabela de edificações e a tabela de rodovias, cada uma com sua própria linha de edições.

Se você usa o i9 Obras

Hoje o sistema carrega a tabela de Edificações do DER-ES — a de Rodovias ainda não está disponível nele. O restante deste guia vale para as duas frentes, mas essa é a que você encontra dentro do sistema.

Dentro da tabela de edificações, o DER-ES ainda separa dois grupos de serviço, com cadências diferentes: a série de obras, atualizada mensalmente, e a série de projetos — levantamento arquitetônico, projeto arquitetônico, projeto estrutural —, atualizada uma vez por ano. Essa lista não esgota os itens de nenhuma das duas séries: confira a edição vigente de cada uma para ver o levantamento completo.

IOPES virou DER-ES: entenda a mudança de nome

Quando aconteceu a fusão

O Instituto de Obras Públicas do Estado do Espírito Santo foi criado em 2007, pela Lei Complementar nº 381, quando o antigo Dertes foi dividido em duas autarquias: o próprio IOPES e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-ES).

Essa divisão durou pouco mais de uma década. Em 30 de outubro de 2019, a Lei Complementar nº 926 extinguiu o IOPES e transformou o Departamento de Estradas de Rodagem no Departamento de Edificações e de Rodovias do Estado do Espírito Santo — mantendo a sigla DER-ES, mas ampliando o que ela cobre.

Na prática, as duas autarquias que cuidavam de obras no estado viraram uma só, vinculada à Secretaria de Estado de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi).

O que muda para quem usa a tabela

Nada na lógica de aplicar a tabela mudou — mudou quem publica. Hoje o site oficial do DER-ES concentra as edições vigentes da Tabela Referencial de Edificações e da Tabela Referencial de Rodovias, além do histórico de tabelas anteriores.

Esse histórico está documentado no próprio site do DER-ES: as edições mais antigas do arquivo de obras e de projetos ainda aparecem nomeadas com IOPES — "Tabela Referencial Obras - IOPES - 2007", "TABELA REFERENCIAL PROJETOS - IOPES - 2009 (MARÇO)" — e o nome muda para DER-ES a partir de certo ponto do histórico. É por isso que ainda aparece gente buscando uma edição antiga pelo nome e pelo código de data com que ela foi originalmente publicada.

Atenção ao domínio antigo

O endereço antigo do IOPES ainda responde no ar. Isso não significa que ele seja a fonte a seguir: a autarquia que ele representava não existe mais desde 2019. Se você encontrar uma tabela por lá, confirme a data de publicação antes de usar — a referência atual é o site do DER-ES.

Onde encontrar a tabela referencial de preços do DER-ES hoje

O DER-ES publica a tabela em duas seções separadas no site oficial: Tabela Referencial de Edificações e Tabela Referencial de Rodovias. As edições saem periodicamente — não é uma tabela fixa, publicada uma vez e esquecida.

Cada arquivo carrega a data de referência no nome — mês e ano, e em algumas séries, o dia. Isso não é burocracia: é o dado que diz se você está olhando a edição vigente ou uma edição já arquivada.

Esse detalhe derruba o orçamento com frequência. O orçamentista baixa a tabela, monta a planilha, e semanas depois o edital sai citando outra data-base — porque a base regional muda de período a período. Antes de fechar qualquer proposta, confira no próprio edital qual data-base é exigida e compare com a data do arquivo que você está usando.

Procurando uma edição antiga por um código numérico no nome do arquivo? É assim mesmo que o DER-ES (e antes dele o IOPES) organiza o histórico — pela data. Vale conferir, junto ao edital, se a edição que você precisa é realmente essa ou se existe uma mais recente.

Como a tabela do DER-ES entra na composição de custo do seu orçamento

A tabela referencial de preços do DER-ES (antigo IOPES) serve de origem para o preço unitário de cada composição de custo do seu orçamento — o mesmo raciocínio de montar composição a partir do SINAPI, só que com a base regional do Espírito Santo.

Isso importa porque preço nacional e preço regional nem sempre coincidem: insumo, frete, disponibilidade de mão de obra e logística variam de estado para estado. Um edital do ES que exige a base DER-ES está pedindo, explicitamente, que você não generalize um preço nacional para a realidade local.

Para quem trabalha com prazo curto de licitação — a rotina de boa parte dos donos de construtora no ES —, isso costuma ser o ponto de atrito: falta tempo para conferir se a base usada bate com a exigida, e um erro aqui não aparece na hora, aparece na fase de julgamento das propostas, quando já é tarde para corrigir.

E para quem monta orçamento sozinho, sem uma equipe grande de apoio — o autônomo que sente falta de uma base regional pronta —, a dificuldade é outra: encontrar a fonte certa, atualizada, sem depender de arquivo repassado por terceiro e sem saber se ainda vale.

A mesma tabela também vale do outro lado da mesa. Quando você recebe proposta de subempreiteiro ou fornecedor, comparar o preço apresentado com o valor de referência do DER-ES mostra se aquele número se sustenta ou está fora da realidade regional — para cima ou para baixo. Serve tanto para o dono de obra que contrata terceiro quanto para quem faz orçamento por conta própria e às vezes é chamado só para conferir a proposta de outra pessoa. Esse cruzamento entre preço proposto e preço de referência é parte da rotina de gestão de custos da obra: quanto mais cedo o desvio aparece, menor o risco de ele virar prejuízo lá na frente.

Erros comuns ao usar a tabela do DER-ES (antigo IOPES) em licitação

  • Usar edição vencida. Baixar a tabela uma vez e reaproveitar no próximo edital sem checar se saiu edição nova.
  • Puxar a tabela do DER de outro estado. A sigla DER não é exclusiva do Espírito Santo, e nem sempre cobre a mesma coisa: aqui, DER-ES é Departamento de Edificações e de Rodovias — cobre as duas frentes porque absorveu o IOPES em 2019. No Paraná, por exemplo, DER-PR é Departamento de Estradas de Rodagem, só rodoviária, sem tabela de edificações nenhuma. Quem busca "tabela DER" sem fixar o estado corre o risco de abrir a base errada — e a diferença não é só geográfica, é de escopo. Confira o estado no próprio nome do arquivo, não só a sigla. Se a obra for no Paraná, veja a Tabela DER-PR.
  • Confundir tabela de edificações com tabela de rodovias. São bases publicadas separadamente, com preços diferentes para itens que parecem semelhantes.
  • Procurar só pelo nome antigo e desistir. Quem busca "IOPES" como instituição pode concluir que a tabela sumiu — ela não sumiu, só mudou de endereço.
  • Não registrar fonte e data-base no orçamento entregue. Editais costumam pedir que a composição identifique a data-base usada; deixar isso de fora é motivo comum de diligência.
  • Misturar preços de edições diferentes na mesma planilha. Alguns itens da edição antiga, outros da nova, sem perceber — o erro mais difícil de detectar porque a planilha "fecha" sem alertar nada.

Erro de base de preço também é erro de margem — o desconto que parecia seguro na hora de montar a proposta pode não sobrar depois. Se esse é o seu momento, veja Como dar desconto em licitação sem perder a margem.

Depois de vencer a licitação: o que a tabela previu x o que a obra gastou

A tabela referencial resolve o orçamento de entrada — o preço que você propôs para ganhar a licitação. Ela não acompanha a obra depois.

O que a obra realmente gasta, mês a mês, insumo a insumo, é outra conta — e é onde a margem calculada na proposta se confirma ou desmonta. Para fechar o resultado da obra no fim, veja DRE de obra, o que é e como montar.

Cada estado tem a sua tabela

O Espírito Santo é um caso — cada estado tem sua própria tabela regional, com seu próprio histórico e suas próprias armadilhas de nome. Quem orça em mais de um estado convive com bases diferentes, datas-base diferentes e critérios de atualização diferentes ao mesmo tempo.

Veja o panorama completo em Tabelas de Preços.

Perguntas frequentes sobre a tabela do DER-ES

O IOPES ainda existe?

Não como autarquia. Foi extinto em outubro de 2019, pela Lei Complementar nº 926/2019, e suas atribuições passaram para o DER-ES. O nome continua muito usado no mercado, mas quem publica a tabela hoje é o DER-ES.

IOPES virou o quê, exatamente?

O IOPES foi extinto e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-ES) foi transformado em Departamento de Edificações e de Rodovias do Estado do Espírito Santo, mantendo a sigla DER-ES. As duas autarquias de obras do estado viraram uma só.

Onde baixar a tabela referencial de preços do DER-ES?

No site oficial do DER-ES (der.es.gov.br), nas seções Tabela Referencial de Edificações e Tabela Referencial de Rodovias. Confirme sempre a data da edição antes de usar — a base é atualizada periodicamente.

A tabela do DER-ES é a mesma coisa que o SINAPI?

Não. O SINAPI é a referência nacional; a tabela do DER-ES é a referência regional do Espírito Santo. O edital sempre diz qual das duas — ou as duas — ele exige.

Com que frequência a tabela do DER-ES é atualizada?

Depende da série. A Tabela Referencial de Serviços – Obras, usada para edificações, tem edição mensal — o mês e o ano aparecem no nome do próprio arquivo. Já a Tabela Referencial de Serviços – Projetos é atualizada uma vez por ano. Antes de orçar, confira a data da edição vigente direto no site oficial: é o dado que garante que você está usando a mais recente.

Posso usar uma edição antiga do IOPES em uma licitação nova?

Só se o próprio edital pedir aquela data-base especificamente. Como regra, licitação nova exige a edição vigente na data de abertura — usar tabela desatualizada é um dos erros mais comuns de quem ainda procura pelo nome antigo.

Elabore orçamentos com mais agilidade

O i9 Obras, que é uma evolução do i9 Orçamentos, é um software especializado para orçamentistas e construtores. Ele traz a SINAPI e a ORSE — as referências mais usadas no país — e mais 21 tabelas regionais e setoriais, cada uma no calendário do seu próprio órgão. A tabela do DER-ES (edificações), por exemplo, é atualizada mensalmente pelo órgão — atrasos entre uma edição e outra acontecem, e por isso o mês mais recente nem sempre está disponível —, mas assim que a edição sai, o i9 Obras baixa a lista e disponibiliza no sistema para você gerar o orçamento. Nos primeiros 10 dias você tem acesso completo ao plano Profissional — após esse período, sua conta continua gratuitamente no Plano Grátis.

Nos planos pagos, sem custo adicional, você também tem acesso a mais 20 tabelas de obras públicas, organizadas por estado. Em São Paulo: SIURB-SP, OBRAS-SP, Educação-SP e CPTM. No Rio de Janeiro: EMOP-RJ e SCO-Rio. Em Minas Gerais: SICOR-MG, SUDECAP-BH (Belo Horizonte) e SETOP/SEINFRA-MG. No Paraná: DER-PR, SECID-PR e SMOP (Curitiba). Em Goiás: AGETOP rodoviário, AGETOP civil e SANEAGO-GO. E ainda EMBASA-BA (Bahia), SEINFRA-CE (Ceará), SEDOP-PA (Pará), CAESB-DF (Distrito Federal) e SICRO, a tabela federal de referência para obras rodoviárias.

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