A tabela de preços da CAGEPA é a base de composições de custo que a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba publica para obras e serviços de engenharia. A edição mais recente é a de maio de 2026, e o relatório sintético dela, na versão desonerada, lista 665 composições. Este guia mostra onde encontrar a edição mais recente, o que conferir antes de usar e como ela entra no orçamento de uma obra de água e esgoto no estado.
O que é a tabela de preços da CAGEPA
A CAGEPA é a companhia de saneamento da Paraíba. Ela publica composições de preços unitários para obras e serviços de engenharia, que servem de referência de custo para orçar obras de água e esgoto no estado.
No site da companhia, o assunto aparece na página Obras e Serviços de Engenharia, nos menus Transparência e Obras. Os arquivos trazem no cabeçalho a Gerência de Custos da Diretoria de Expansão, a área que assina a planilha.
Um detalhe ajuda a entender a base. Os códigos das composições seguem, em sua maioria, o formato CAGEPA C000001-1, e a origem de muitas está indicada na descrição da própria composição, que aparece como adaptada ou baseada em bancos como SINAPI, COMPESA, ORSE, SEINFRA-CE, EMBASA, COPASA e CAERN. No relatório sintético desonerado de maio de 2026, aparecem com frequência a SINAPI, a COMPESA, a ORSE e a SEINFRA-CE. A SINAPI quase sempre vem indicada como REF seguida do código. Entre os itens estão piso cimentado, demolição, retirada e reposição de calçada, escarificação, regularização e até junta asfáltica de talude de lagoa.
Se você usa o i9 Obras
O sistema carrega a base CAGEPA-PB nos planos pagos, ao lado das outras tabelas regionais e setoriais. Você escolhe a base na hora de montar o orçamento. Confira no sistema a data-base carregada antes de fechar a proposta.
Onde encontrar a tabela da CAGEPA hoje
O caminho até o arquivo
A página Obras e Serviços de Engenharia do site da CAGEPA leva a uma pasta no Google Drive chamada GEPC. Dentro dela há uma subpasta de composições de preços unitários para obras e serviços de engenharia, com as edições numeradas, da primeira, de abril de 2018, até a de maio de 2026, a mais recente na consulta de 1º de outubro de 2026. O cabeçalho do relatório sintético dessa edição traz a data-base MAIO2026, na planilha desonerada.
A edição de maio de 2026 vem em versão desonerada e versão onerada. Nas duas versões há composições analíticas e composições sintéticas, nos formatos PDF e XLS. A sintética é a lista de consulta, com código, descrição, unidade e custo total, e traz 665 composições da CAGEPA. A analítica abre os insumos de cada composição. Somando essas 665 composições aos insumos e às composições auxiliares que aparecem dentro delas, a analítica da versão desonerada reúne mais de 1.300 itens distintos. Nessa analítica, a mão de obra aparece, quase sempre, lançada por composições da SINAPI com encargos complementares. As exceções são poucas composições próprias da CAGEPA, como o adicional de periculosidade e o vigia noturno. Confira esse tratamento dos encargos na versão (desonerada ou onerada) que o edital pede.
Qual é a edição mais recente
A pasta guarda 32 edições desde 2018. De 2023 a 2025 saíram quatro ou cinco edições por ano, e de março de 2025 a maio de 2026 o intervalo foi de dois meses. É o que a pasta mostra, e não uma regra publicada pela companhia. Quando o orçamento é seu, abra a pasta e confira a data-base da edição mais recente. Em licitação, vale a data-base que o edital indica.
Como a tabela entra na composição de custo do seu orçamento
A tabela da CAGEPA serve de origem para o preço unitário de cada composição de custo unitário do seu orçamento de saneamento na Paraíba. A lógica é a de sempre, só que a fonte é a base de uma companhia de água e esgotos, e não a SINAPI.
Como boa parte das composições é adaptada de outras bases, vale ler a descrição do item antes de compará-lo com a SINAPI. Um mesmo serviço pode ter composição diferente. Quem exige a tabela da CAGEPA no edital está pedindo o preço dela, e não o da SINAPI.
Erros comuns ao usar a tabela em licitação
- Misturar desonerada e onerada. A edição de maio de 2026 vem nas duas versões, e o edital diz qual ele pede.
- Não conferir o tratamento dos encargos. Na maior parte das composições, a mão de obra vem lançada por composições da SINAPI com encargos complementares, e é preciso conferir isso na versão (desonerada ou onerada) que o edital pede.
- Usar uma data-base diferente da do edital. A licitação vale pela data-base que o edital indica, e com edições frequentes a mais recente nem sempre é essa.
- Confundir data-base com data de download. O que vale é a data-base do arquivo.
- Comparar composição adaptada com a original sem ler a descrição. A adaptação da CAGEPA pode diferir da base de origem.
- Misturar tabelas sem registrar a fonte. Ao combinar CAGEPA com SINAPI na mesma planilha, identifique a origem e a data-base de cada item.
Depois de vencer a licitação
A tabela resolve o orçamento de entrada, o preço que você propôs para ganhar. O que a obra gasta depois é outra conta, e é nela que a margem calculada se confirma ou desmonta. Esse acompanhamento é o assunto da gestão de custos da obra, e começa na hora de lançar cada compra e cada medição.
Cada órgão tem a sua tabela
Quem orça em mais de um estado convive com bases, datas-base e atualizações diferentes. A da CAGEPA é uma delas. Para obras na Paraíba, o caminho é orçar com a base CAGEPA-PB, disponível nos planos pagos do i9 Obras, e acompanhar o custo real de cada obra depois, no mesmo sistema. Crie sua conta grátis para conhecer.
Para ir direto à fonte, acesse a página Obras e Serviços de Engenharia da CAGEPA.



