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Tabela de preços da GOINFRA (antiga AGETOP)

A AGETOP passou a se chamar GOINFRA em 2019, e a tabela de preços de obras públicas de Goiás continuou com o mesmo órgão. Veja o que mudou, onde baixar a edição vigente e como ela entra no seu orçamento.

28 de setembro de 2026Irone12 min de leitura
Tabela de preços da GOINFRA (antiga AGETOP)
Orçamento de Obras · Licitação Pública

A tabela de preços da GOINFRA (antiga AGETOP) é a base de preços e composições de custo unitário usada pelo governo de Goiás para orçar obras públicas de edificações e rodovias no estado.

Tabela de preços da GOINFRA em Goiás, com engenheiro de capacete observando a construção de um viaduto

Se você procura "tabela AGETOP", é ela mesma. O órgão mudou de nome em 2019, mas a tabela continua sendo publicada pelo próprio órgão que orça obra pública em Goiás. Este guia mostra o que mudou no nome, onde baixar a edição vigente e como ela entra na composição de custo do seu orçamento.

O que é a tabela de preços da GOINFRA

A tabela de preços da GOINFRA (antiga AGETOP) reúne preços unitários e composições de custo por serviço de engenharia, usados como referência oficial em licitações de obras públicas no estado de Goiás. Ela cumpre em Goiás o mesmo papel que o SINAPI cumpre no país inteiro, ou seja, dar ao órgão público, e a quem concorre com ele, um preço de referência por item de orçamento.

A tabela cobre as frentes civil e rodoviária, com mais de 4 mil itens entre insumos e composições, publicados pelo mesmo órgão. Cada edição sai em duas versões, com e sem desoneração da folha de pagamento, e inclui os encargos sociais. A desoneração troca a contribuição previdenciária sobre a folha pela contribuição sobre a receita bruta, o que muda o percentual de encargos que incide sobre a mão de obra.

Se você usa o i9 Obras

O sistema carrega a base de Goiás em três frentes (AGETOP rodoviário, AGETOP civil e SANEAGO-GO), dentro dos planos pagos.

AGETOP virou GOINFRA: o que mudou no nome

A AGETOP foi criada em 1999, pela Lei estadual nº 13.550/1999, que extinguiu o Departamento de Estradas de Rodagem de Goiás (DERGO) e passou as atividades da autarquia para a agência recém-criada.

A Agência Goiana de Transportes e Obras (AGETOP) passou a se chamar Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (GOINFRA) em 2019, mudança feita pela Lei estadual nº 20.417/2019, dentro da reforma administrativa do governo do estado de Goiás. A sigla mudou, mas o papel do órgão como responsável pela tabela de preços de obras públicas continuou o mesmo.

É por isso que boa parte do mercado ainda busca "tabela AGETOP". É o nome com que o órgão ficou conhecido por mais tempo, e ele não sumiu do vocabulário do canteiro só porque a placa mudou.

Da tabela irregular à atualização bimestral

A GOINFRA publica tabela de preços desde junho de 2011, mas até 2021 a atualização era irregular, às vezes passando mais de um ano entre uma edição e a seguinte. Em julho de 2021, por exemplo, a tabela rodoviária foi atualizada depois de ficar parada desde março de 2018, hiato agravado pela alta de preço de insumo como o aço durante a pandemia.

Isso mudou em setembro de 2022, quando a GOINFRA passou a elaborar a tabela em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), a mesma instituição que atende o Dnit. A nova metodologia passou a considerar, além do preço do insumo, o modelo de execução do serviço, a logística, as convenções coletivas da categoria e os custos de segurança do trabalho. Na ocasião, a GOINFRA assumiu o compromisso de atualizar a tabela a cada dois meses.

O compromisso vem sendo cumprido. Desde 2023, a tabela sai a cada dois meses, uma cadência bem mais previsível do que a das edições anteriores a 2022.

Onde encontrar a tabela da GOINFRA hoje

O site oficial da GOINFRA tem as seções de Tabela de Preços e Tabela de Composição. Ali ficam os arquivos de obras civis e rodoviárias, em PDF e planilha XLS, com a data de referência no próprio nome do documento. O edital sempre diz qual das duas versões ele pede.

A tabela é atualizada a cada dois meses, não é uma edição fixa publicada uma vez. Antes de fechar qualquer proposta, confira no edital qual data-base ele exige e compare com a data do arquivo que você está usando. Esse é o detalhe que mais derruba orçamento em prazo curto de licitação.

Como a tabela entra na composição de custo do seu orçamento

A tabela da GOINFRA serve de origem para o preço unitário de cada composição do seu orçamento em Goiás, o mesmo raciocínio de montar composição a partir do SINAPI, só que com a base regional do estado. Preço nacional e preço regional nem sempre coincidem, e um edital que exige a base GOINFRA está pedindo, explicitamente, que você não generalize um preço nacional para a realidade local.

A mesma tabela vale para conferir proposta de subempreiteiro ou fornecedor. Comparar o valor apresentado com a referência da GOINFRA mostra se aquele preço se sustenta. Esse cruzamento é parte da rotina de gestão de custos da obra, e quanto mais cedo o desvio aparece, menor o risco de virar prejuízo lá na frente.

Erros comuns ao usar a tabela em licitação

  • Usar edição vencida. Baixar a tabela uma vez e reaproveitar em edital seguinte sem checar se saiu edição nova.
  • Confundir data-base com data de publicação. A edição costuma sair de dois a três meses depois da data-base que representa, e o que o edital exige é a data-base, não a data em que você baixou o arquivo.
  • Confundir tabela civil com tabela rodoviária. São bases com preços diferentes para itens que parecem semelhantes.
  • Procurar só pelo nome antigo e desistir. Quem busca "AGETOP" pode concluir que a tabela sumiu, mas ela só mudou de nome.
  • Não registrar fonte e data-base no orçamento entregue. Editais costumam pedir essa identificação, e deixar de fora é motivo comum de diligência.

Depois de vencer a licitação

A tabela resolve o orçamento de entrada, o preço que você propôs para ganhar a licitação. O que a obra realmente gasta depois é outra conta, e é onde a margem calculada na proposta se confirma ou desmonta. Para fechar o resultado no fim, veja DRE de obra, o que é e como montar.

Perguntas frequentes sobre a tabela da GOINFRA (antiga AGETOP)

A AGETOP ainda existe?

Não com esse nome. Em 2019, pela Lei estadual nº 20.417/2019, dentro da reforma administrativa do governo de Goiás, a Agência Goiana de Transportes e Obras (AGETOP) passou a se chamar Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (GOINFRA). O papel do órgão na tabela de preços de obras públicas continuou o mesmo.

AGETOP virou o quê, exatamente?

Virou GOINFRA (Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes), mesmo órgão do estado de Goiás, com nome novo desde 2019.

Onde baixar a tabela de preços da GOINFRA?

No site oficial da GOINFRA (goinfra.go.gov.br), nas seções de Tabela de Preços e Tabela de Composição, com arquivos em PDF e planilha XLS. Confirme sempre a data da edição antes de usar.

Com que frequência a tabela da GOINFRA é atualizada?

A GOINFRA atualiza a tabela a cada dois meses desde 2023, depois de assumir esse compromisso em parceria com a FGV Ibre em 2022. Cada edição costuma ser publicada de dois a três meses depois da data-base que ela representa, então confirme sempre a data-base exigida pelo edital antes de fechar a proposta.

A tabela da GOINFRA é a mesma coisa que o SINAPI?

Não. O SINAPI é a referência nacional e a tabela da GOINFRA é a referência regional de Goiás. O edital sempre diz qual das duas ele exige.

Elabore orçamentos com mais agilidade

O i9 Obras, que é uma evolução do i9 Orçamentos, é um software especializado para orçamentistas e construtores. Ele traz a SINAPI e a ORSE — as referências mais usadas no país — e mais 25 tabelas regionais e setoriais, cada uma no calendário do seu próprio órgão. Assim que a edição nova sai, o i9 Obras baixa a lista e disponibiliza no sistema para você gerar o orçamento. Nos primeiros 10 dias você tem acesso completo ao plano Profissional — após esse período, sua conta continua gratuitamente no Plano Grátis.

Nos planos pagos, sem custo adicional, você também tem acesso a 27 bases de obras públicas, organizadas por estado. Em todo o país: SINAPI e ORSE. Em São Paulo: SIURB-SP, OBRAS-SP, Educação-SP, CPTM e DER-SP. No Rio de Janeiro: EMOP-RJ e SCO-Rio. Em Minas Gerais: SICOR-MG, SUDECAP-BH (Belo Horizonte) e SETOP/SEINFRA-MG. No Paraná: DER-PR, SECID-PR e SMOP (Curitiba). Em Goiás: AGETOP rodoviário, AGETOP civil e SANEAGO-GO. E ainda EMBASA-BA (Bahia), SEINFRA-CE (Ceará), SEDOP-PA (Pará), CAESB-DF (Distrito Federal), DER-ES edificações, COMPESA-PE, CAERN-RN, CAGEPA-PB e SICRO, a tabela federal de referência para obras rodoviárias.

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