A tabela de preços da GOINFRA (antiga AGETOP) é a base de preços e composições de custo unitário usada pelo governo de Goiás para orçar obras públicas de edificações e rodovias no estado.
Se você procura "tabela AGETOP", é ela mesma. O órgão mudou de nome em 2019, mas a tabela continua sendo publicada pelo próprio órgão que orça obra pública em Goiás. Este guia mostra o que mudou no nome, onde baixar a edição vigente e como ela entra na composição de custo do seu orçamento.
O que é a tabela de preços da GOINFRA
A tabela de preços da GOINFRA (antiga AGETOP) reúne preços unitários e composições de custo por serviço de engenharia, usados como referência oficial em licitações de obras públicas no estado de Goiás. Ela cumpre em Goiás o mesmo papel que o SINAPI cumpre no país inteiro, ou seja, dar ao órgão público, e a quem concorre com ele, um preço de referência por item de orçamento.
A tabela cobre as frentes civil e rodoviária, com mais de 4 mil itens entre insumos e composições, publicados pelo mesmo órgão. Cada edição sai em duas versões, com e sem desoneração da folha de pagamento, e inclui os encargos sociais. A desoneração troca a contribuição previdenciária sobre a folha pela contribuição sobre a receita bruta, o que muda o percentual de encargos que incide sobre a mão de obra.
Se você usa o i9 Obras
O sistema carrega a base de Goiás em três frentes (AGETOP rodoviário, AGETOP civil e SANEAGO-GO), dentro dos planos pagos.
AGETOP virou GOINFRA: o que mudou no nome
A AGETOP foi criada em 1999, pela Lei estadual nº 13.550/1999, que extinguiu o Departamento de Estradas de Rodagem de Goiás (DERGO) e passou as atividades da autarquia para a agência recém-criada.
A Agência Goiana de Transportes e Obras (AGETOP) passou a se chamar Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (GOINFRA) em 2019, mudança feita pela Lei estadual nº 20.417/2019, dentro da reforma administrativa do governo do estado de Goiás. A sigla mudou, mas o papel do órgão como responsável pela tabela de preços de obras públicas continuou o mesmo.
É por isso que boa parte do mercado ainda busca "tabela AGETOP". É o nome com que o órgão ficou conhecido por mais tempo, e ele não sumiu do vocabulário do canteiro só porque a placa mudou.
Da tabela irregular à atualização bimestral
A GOINFRA publica tabela de preços desde junho de 2011, mas até 2021 a atualização era irregular, às vezes passando mais de um ano entre uma edição e a seguinte. Em julho de 2021, por exemplo, a tabela rodoviária foi atualizada depois de ficar parada desde março de 2018, hiato agravado pela alta de preço de insumo como o aço durante a pandemia.
Isso mudou em setembro de 2022, quando a GOINFRA passou a elaborar a tabela em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), a mesma instituição que atende o Dnit. A nova metodologia passou a considerar, além do preço do insumo, o modelo de execução do serviço, a logística, as convenções coletivas da categoria e os custos de segurança do trabalho. Na ocasião, a GOINFRA assumiu o compromisso de atualizar a tabela a cada dois meses.
O compromisso vem sendo cumprido. Desde 2023, a tabela sai a cada dois meses, uma cadência bem mais previsível do que a das edições anteriores a 2022.
Onde encontrar a tabela da GOINFRA hoje
O site oficial da GOINFRA tem as seções de Tabela de Preços e Tabela de Composição. Ali ficam os arquivos de obras civis e rodoviárias, em PDF e planilha XLS, com a data de referência no próprio nome do documento. O edital sempre diz qual das duas versões ele pede.
A tabela é atualizada a cada dois meses, não é uma edição fixa publicada uma vez. Antes de fechar qualquer proposta, confira no edital qual data-base ele exige e compare com a data do arquivo que você está usando. Esse é o detalhe que mais derruba orçamento em prazo curto de licitação.
Como a tabela entra na composição de custo do seu orçamento
A tabela da GOINFRA serve de origem para o preço unitário de cada composição do seu orçamento em Goiás, o mesmo raciocínio de montar composição a partir do SINAPI, só que com a base regional do estado. Preço nacional e preço regional nem sempre coincidem, e um edital que exige a base GOINFRA está pedindo, explicitamente, que você não generalize um preço nacional para a realidade local.
A mesma tabela vale para conferir proposta de subempreiteiro ou fornecedor. Comparar o valor apresentado com a referência da GOINFRA mostra se aquele preço se sustenta. Esse cruzamento é parte da rotina de gestão de custos da obra, e quanto mais cedo o desvio aparece, menor o risco de virar prejuízo lá na frente.
Erros comuns ao usar a tabela em licitação
- Usar edição vencida. Baixar a tabela uma vez e reaproveitar em edital seguinte sem checar se saiu edição nova.
- Confundir data-base com data de publicação. A edição costuma sair de dois a três meses depois da data-base que representa, e o que o edital exige é a data-base, não a data em que você baixou o arquivo.
- Confundir tabela civil com tabela rodoviária. São bases com preços diferentes para itens que parecem semelhantes.
- Procurar só pelo nome antigo e desistir. Quem busca "AGETOP" pode concluir que a tabela sumiu, mas ela só mudou de nome.
- Não registrar fonte e data-base no orçamento entregue. Editais costumam pedir essa identificação, e deixar de fora é motivo comum de diligência.
Depois de vencer a licitação
A tabela resolve o orçamento de entrada, o preço que você propôs para ganhar a licitação. O que a obra realmente gasta depois é outra conta, e é onde a margem calculada na proposta se confirma ou desmonta. Para fechar o resultado no fim, veja DRE de obra, o que é e como montar.



